Coceira
O dia em que eu deixar de me sentir ridículo, os terei vencido.
Fausto Wolff, como muitos escritores legais (coisa que a crítica odeia, a propósito), não é conhecido dos leitores brasileiros.
- Generalizar é feio, alô.
Ok, ok. EU nunca tinha lido qualquer coisa dele ou que fizesse referência a ele. Aí fui à biblioteca [nova, ãin, de medíocre passou a supimpa] e, como sempre, fiquei andando entre as prateleiras esperando o livro da vez cair sobre minha cabeça. Não que isso já tenha acontecido, mas podemos fazer de conta que sim, isso aqui é literatura, ou quase.
O livro não caiu, confesso, mas era porque ele estava bem embaixo e tal. É errado julgar o livro pela capa e, conseqüentemente, pelo título, mas que outro critério poderia ser adotado? Tamanho? É vergonhoso ler coisas fininhas quando se é adulta. O bibliotecário pode interpretar mal, heh.
Matem o cantor e chamem o garçom: um lombo com essa impressão não passa batido, não senhor. Extremamente bom e engraçado e deprimente. Uma obra decente é aquela que consegue ser várias coisas contraditórias ao mesmo tempo. O cômico do livro é o português, o modo de expor os fatos. O melancólico, os fatos. Aquilo que já sabemos: o absurdo que é esse mundo e as convenções adotadas pelos humanos. “Convenções” enquanto critérios para distinguir normalidade de aberração.
A história é composta de pequenos contos, divididos em quatro partes: jardim, prisão, casa e hospital. Em síntese, do jardim ele, Parsifal (que eu insisto em ler “Parsival”), é levado à prisão por ter queimado os livros de um menino, argumentando que a escola não ensina coisa alguma etc., o que também já sabíamos. Depois ele volta para casa e decide não mais sair dela, para evento que seja. Seu comportamento “estranho”, aliado a outras tentativas de atentado ao pudor, o leva ao hospital, vulgo manicômio, onde eu não lembro o que acontece.
Os gaúchos são os melhores autores brasileiros, definitivamente. Tá, só do modernismo em diante.
Pra terminar:
Olhos que dizem que o planeta é pequeno demais para nós. Para mim e a realidade.
Óun. Eu, oi.
Fausto Wolff, como muitos escritores legais (coisa que a crítica odeia, a propósito), não é conhecido dos leitores brasileiros.
- Generalizar é feio, alô.
Ok, ok. EU nunca tinha lido qualquer coisa dele ou que fizesse referência a ele. Aí fui à biblioteca [nova, ãin, de medíocre passou a supimpa] e, como sempre, fiquei andando entre as prateleiras esperando o livro da vez cair sobre minha cabeça. Não que isso já tenha acontecido, mas podemos fazer de conta que sim, isso aqui é literatura, ou quase.
O livro não caiu, confesso, mas era porque ele estava bem embaixo e tal. É errado julgar o livro pela capa e, conseqüentemente, pelo título, mas que outro critério poderia ser adotado? Tamanho? É vergonhoso ler coisas fininhas quando se é adulta. O bibliotecário pode interpretar mal, heh.
Matem o cantor e chamem o garçom: um lombo com essa impressão não passa batido, não senhor. Extremamente bom e engraçado e deprimente. Uma obra decente é aquela que consegue ser várias coisas contraditórias ao mesmo tempo. O cômico do livro é o português, o modo de expor os fatos. O melancólico, os fatos. Aquilo que já sabemos: o absurdo que é esse mundo e as convenções adotadas pelos humanos. “Convenções” enquanto critérios para distinguir normalidade de aberração.
A história é composta de pequenos contos, divididos em quatro partes: jardim, prisão, casa e hospital. Em síntese, do jardim ele, Parsifal (que eu insisto em ler “Parsival”), é levado à prisão por ter queimado os livros de um menino, argumentando que a escola não ensina coisa alguma etc., o que também já sabíamos. Depois ele volta para casa e decide não mais sair dela, para evento que seja. Seu comportamento “estranho”, aliado a outras tentativas de atentado ao pudor, o leva ao hospital, vulgo manicômio, onde eu não lembro o que acontece.
Os gaúchos são os melhores autores brasileiros, definitivamente. Tá, só do modernismo em diante.
Pra terminar:
Olhos que dizem que o planeta é pequeno demais para nós. Para mim e a realidade.
Óun. Eu, oi.
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