December 31, 2007


2007 foi o ano do "eu preciso".
2008 será o ano do "eu quero".
Biblio, agora é oficial: eu vou é fazer biologia.  

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December 30, 2007


 
Em que lugar tratou a vida de esconder sua saída de emergência?

 

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December 29, 2007

Tiop


Ariel me convidou para escrever num outro blog e eu fui espalhar confetes pela casa inteira aceitei. Passem que TÁ BOMBANDO.

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December 28, 2007

outro Braga


Estou lendo “As boas coisas da vida”, de Rubem Braga. Peguei-o porque estava cansada de não poder acrescentar nada quando assunteávamos sobre o dito autor. Não que eu converse sobre esse tipo de coisa com as pessoas, mas amigos imaginários sabem ser bem exigentes às vezes, não é, Jim?  

As expectativas não eram lá aquelas. Nada comparado à Adams e Allen. Mas eu até simpatizei com o animal, confesso. A impressão que ficou, contudo, é a de que ele transita entre as duas primeiras fases do escritor.

 

Pausa para esclarecimentos:

Num primeiro momento, todo escritor é do tipo "mamãe, olha, fui eu que desenhei!". Nessa etapa pretende-se impressionar os demais. Para isso, o dicionário é freqüentemente consultado e são feitas incontáveis revisões. Cavalos transformam-se em eqüinos, bunda vira glúteos, macacos são primatas primitivos.

Na etapa seguinte o dicionário fica longe, a gramática sangra e o escritor se liberta. Entra-se num momento em que a expressão é realmente o que conta, mesmo que para isso seja mister se utilizar da tão popular “licença poética” (“ele sabia que estava errado e só não colocou sic porque isso é coisa de gente gavola”). A terceira e última fase, sim, é a ambição de todo redator: palavras feias tecem uma redação bonita. Acontece, porém, que ao chegar nesse estágio ou a pessoa está ao pé da cova ou sente-se deus e passa a gastar energia falando mal de Drummonds, de Pectors, de Andrades. Porque agora ele pode.

Escritores bons são aqueles que oscilam entre a segunda e a terceira fase. Sabem que são bons e sabem também que, embora difícil, ainda é possível melhorar.

Fim da pausa.

 

Tudo isso só para comentar uma de suas crônicas. Não é que o cara escreveu que o brasileiro é o único povo que esnoba sua bebida verdadeiramente nacional? E não é que, pensando bem, é isso mesmo? A cachaça é nossa, escreveu ele. Todos bebem e falam que preferem vinho. Todos bebem e ignoram a procedência do produto, porque não importa de onde vem, sempre é do canto do fundo do quintal. E ai do político que disser que seria legal que os alambiques fossem fiscalizados e etc. etc.

Leiam o livro, bem interessantes as crônicas. Nunca mais esquecerei que foi Estácio de Sá quem expulsou os franceses e Costa e Silva quem instaurou o AI-5. Falar em história, eu zerei a discursiva sobre diretas já. Parabéns pra mim.

 

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AIAIAIAIAIAIAIAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE


Sabe quando você quer DEMAIS uma coisa mesmo sabendo que é tudo de mentirinha e tal? *CHORA*

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December 27, 2007

Ano novo, rotina velha


Já é 2008 e eu não vi 2007 passar. Nada fiz de memorável neste ano IMBECIL que começou com um computador, um namorado virtual e um copo de KiSuco sabor manga. Segue uma retrospectiva das grandes realizações que não aconteceram nos últimos 11 meses. Necessariamente nessa ordem:

a) Saí de casa para estudar. Mudei-me para a capital achando que agora sim a vida andava, que nunca mais ouviria Rio Negro e Solimões involuntariamente, que RBD morreria num acidente de avião (todos os GRANDES artistas morrem dessa maneira). Preciso dizer que nada disso aconteceu? Beleza;

b) Andei de elevador pela primeira vez e apertei o nariz do porteiro;

c) Andei de escada rolante pela segunda vez (a primeira foi aos 6 anos, em São Leopoldo, RS);

d) Desiludi-me por completo com o que chamam de “universo universitário”;

e) Fui ao cinema pela primeira vez. Créditos ao Rodrigo;

f) Vi o mar pela primeira vez;

g) Me matei pela quarta vez;

h) Tornei-me vegetariana por seis meses (aqui cabe ressaltar que não foi a consciência ambiental a responsável pelo feito);

i) Paguei mais mico que quem não usa encanamentos da Tigre;

j) Briguei com um monte de gente;

k) RUN TO THE HILLS;

l) Li O pequeno príncipe;

m) Rompi com a internetche (HAHAHAJHSKAHLKJDFHLASDF);

n) Chorei de saudade;

o) Cortei relações com os poucos amigos que eu tinha;

p) Decidi que quero morar num trailer;

q) Aprendi a nadar. *palmas*

 

Ok. Chega. EMOcionante. Sabe quando você se conforma com a inutilidade que é viver? Então…

 

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 VAMOS ALEGRAR ESSE POST:


 

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*passa Bom Ar*


OIOIOIOIOIOIOIOI.
Logo logo vem texto novo. Acho.  

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December 24, 2007

Léééééékkkkkkkkk


Photobucket

(clica, ô idiota)

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December 22, 2007


Oi.
:essameninatemtalento:

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December 21, 2007


Eu havia planejado fazer duas coisas nas férias: MOFAR diante do computador e MOFAR diante do computador. E era natural que eu assim desejasse depois de passar um ano usando os computadores da faculdade no intervalo entre as aulas. Computadores à prova de firefox e opera – ie em todos eles.
Então aqui estou, em casa há nem uma semana e já enfastiada desta máquina grande e feia e pegajosa. Não reconheço em mim a nerd de outrora, que não obstante passar o dia inteiro fuçando nessa geringonça, explorava a madrugada e ia dormir às 4:00 ou às 5:00, dependendo do horário em que a tia do modem acordava para dar oi ao banheiro.
Eu queria baixar filmes, mas a conexão não deixa. Eu queria baixar músicas, mas a disposição para ouvi-las não deixa. Eu queria ler o livro da Nira , mas meus olhos não deixam MESMO. Eu queria trocar idéias com a galera do msn, mas depois de um encontro frustrante entendi que o real e o virtual são mundos que foram feitos para não se interconectar, e amizades virtuais já não satisfazem meu umbigo. Eu queria um dirigível do papai-noel, mas ele disse que não é o coelhinho e que eu parasse de apertar suas banhas, que isso é indecência pura.
Então eu jogo Mario e não consigo encontrar em mim disposição para desvendar OS SEGREDOS e passar de fase.
Lado bom é que conseguirei ler todos os livros que emprestei e comprei. O guia do mochileiro é bom, mas não é AQUILO TUDO que inflam o peito para falar. Alguns blogueiros apertam os peitinhos de Douglas Adams.
Que mais…
Natal está chegando e eu já antevejo o domingo com a parentada toda pedindo como anda a vida na Capital.
- Bem, sabe? Eu estudei pra caralho o ano inteiro pra passar no vestibular de novo e agora que eu consegui não tem dinheiro pra cursar a droga do curso que faria de mim uma pessoa com predisposição para exibir os dentes.
- Está gostando mesmo?
- ¬¬’’’’’’’’.
Fim. E façam vocês também os seus flocos de neve!
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December 20, 2007


Eu descobri O SEGREDO DA FLORESTA! :O

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December 18, 2007

Ouvido é um bem adquirido


No princípio, havia o silêncio. E depois fez-se o fósforo e fez-se a caixinha de som para computador – o universo irrompeu em estardalhaços.
Não tive uma infância musical como todas as pessoas de boa índole tiveram. Papai gostava de Teixerinha e eu amava Chiquititas. E amava fazer aqueles cadernos de letras de música de criança, muitas das quais nunca cheguei a ouvir.
Dos 10 aos 12 anos vivi sem escutar nada voluntariamente. Até o dia em que me perguntaram ‘e aí, você gosta de Hangar?’ ‘Hanq?’ ‘Hangar, alô, o da estrela guia!’ ‘não sei do que você está falando…’ ‘vo você nã nã não sabe?’ ‘não, ué’ ‘SUA INCULT, NOSSA AMIZADE ACABA AQUI! *sai pisando firme*’.
Não tínhamos aparelho de som com leitor de cd ainda e o jeito foi apelar para o rádio. Meu deus, eu havia descoberto a rebeldia: cpm22, capital inicial, biquíni cavadão, detonautas, engenheiros do hawaii, nenhum de nós, legião urbana, titãs, charlie brown jr. E o pior, motivo de futuros arrependimentos: abria a boca pra dizer que amava essas joças. Aos 14 ganhei um computador com entrada para cd e eu não precisava mais ouvir a voz de sino rachado da radialista. Daí eu passei a ouvir infinita highway até Donkey Kong travar e o computador precisar ser reiniciado (sim, eu usava o wmp). Cantava julho de 83 querendo acelerar o tempo e ter 15 anos. Colocava primeiros erros no repeat pra tentar entender se era ‘sol’ ou ‘sal’. Enfim.
Foi quando deus abençoou essa casa com a internetchê. E eu descobri o soulseek. Baixei Anathema e Lacuna Coil por causa dele e Nightwish por causa do fantasminha. Beatles e Tiersen vieram logo depois e eu amaldiçoei com força o que havia ouvido até então (exceto legião urbana). O Brasil não sabia fazer música (exceto Renato Russo). Meio ano depois eu seria apresentada aos mutantes por ele e a secos e molhados por ele. Me arrependi de ter xingado o Brasil. Depois veio a mpb, com Buarque e Jobim puxando a carroça. Tom Zé era assim bizarro e eu precisei aprender a ouvir. Bidê ou balde e ultraje a rigor faziam as caminhadas à faculdade parecerem mais rápidas e Rita Lee chegou pra renovar o penteado dos beatles. Anticontrole mandou baixar casa das máquinas e sanduíche de queijo fez dessa a minha banda preferida (por um dia). Pato fu e Zeca Baleiro já garantiram seu lugarzinho no meu hd e sapatos bicolores está a 70%. Depois quero ver qual é a do cachorro grande, ultramen e Wander Wildner.
Férias pra baixar, exílio para ouvir. Ai, ai.
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Eu sei que existe um nome pra isso


Amor
Grandeza que envolve duas variáveis: o molho de chaves e o volume do molho de chaves.

Saudade
É aquele que deixa de ir ao circo hoje porque prefere lembrar do palhaço de ontem.

Felicidade
Eu sou contra.

Melancolia
É vendida na farmácia sob o pseudônimo “vaselina”.

Canetas bic
Quem nunca enfiou uma na testa e ficou imitando o unicórnio de Bambuluá?

Travesseiros
No mínimo cinco.

Teclado
A letra f funciona quando quer e eu não POSSO brigar com ele por causa disso.

Lua
Nova – as estrelas aparecem melhor.

Camisola
Se não for de bolinha, melhor passar O DIA sem.

Beatles
Durmo um sono bom depois de ouvir can’t buy me love. Na voz de Rita Lee.

Filmes
Porque somos todos um bando de metidos. Cê viu o Néguer naquele de lutinha? Ai, céu.

Geladeira
Queria uma no quarto. Ãin.

Sol
Vai embora com a cortina.

Oi
Qr tc?

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December 17, 2007

Jornalismo, biologia, biblio…até quando?


A vida é um eterno reaprender. Você esquece o guarda-chuva um dia, chove, a gripe vem e os juramentos de levar o guarda-chuva pendurado no cinto soam alto, que é para a vizinhança inteira ouvir. Uma semana depois o dia está nublado, guarda-chuva para quê? vem a tempestade e com ela não uma gripe, mas uma pneumonia. E no fundo é gostoso - molhar faz bem e lubrifica a…esquece.
Um dia ensinaram que se deve olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, que se deve dar risada ao cair (para todos pensarem que não doeu, mesmo, o sangue é psicológico e os pontos também), que se deve bater na madeira para…para…alguém me ajuda? Mas não, nunca olhamos, o carro que espere. Ao cair esbravejamos, a cicatriz será para a vida toda, rir de quê? As batidas não damos mais – em época de campainha, ninguém pensará que há gente a bulir na porta.
Um dia amamos, não muito, mas o suficiente, e logo acaba. Aí juramos convictos que “nunca mais, cruzcredo que eu vou me deixar enrabichar de novo”. Uma sacada, uma janela, e quem disse que conseguimos ficar neutros por muito tempo? Oh, danação!
Um dia choramos, cortamos os pulsos, tomamos qualquer coisa com a caixinha preta (balinha da vovó) e nada acontece, o desconhecido não se apresenta e, dessa vez, quem promete não fazer de novo não é você, mas são seus pais.
Um dia nos ensinaram onde fica a bicúspide e a tricúspide. E numa hora decisiva a memória parece falhar. Não falha – esquecemos de aprender de novo.
Um dia nos disseram que a vida é feita de escolhas. Tudo bem, até a teoria do caos deixar todos em considerável pânico e aquele diretor imbecil gravar Efeito Borboleta.
Antes era fácil. Se passar, não farei. Mas agora dói. É como se eu estivesse jogando minha vida inteira fora em função de um sistema imbecil que diz que o mercado está acima de tudo (acima até de chocolate). Eu não queria passar, não queria escolher. As coisas podem continuar como estão, assim, uma merda, e daí?
Não percam os próximos episódios de “Dani, a menina que queria voar”. Ali, naquela mesma banqueta e naquele mesmo, err, aquilo é um jornal?

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December 16, 2007

Você também tem criança pequena?


Então eu estava na 22° Feira do Livro aqui de Floripa, que por sinal eu nem sabia que estava acontecendo. Eu queria Madame Bovary. Eu precisava, não vou decepcionar o povo da oficina de leitura, achando o quê?
Então eu percebi o quanto adoro e odeio esse evento. Adoro porque todo lugar que tem livro é gostoso e fica parecendo a casa da gente. Odeio porque o dinheiro sempre é pouco, papai é pobre e livro não enche barriga. Mas eu faria de Madame Bovary uma exceção. Aí tá. Numa barraca eu vejo Lira dos vinte anos por R$3,00. Mexo mais e encontro A origem das espécies por R$4,00. Parte I. Acho a parte III. A moça vem e diz que três livros são por R$10,00. Parte II, onde? Não, não tem. Foi quando uma mulher com uma criança de colo parou ao meu lado e começou a falar e falar e eu custei a entender que ela estava pedindo dinheiro. Raiva? Pena? Não sei, mas gente que pode comprar livro pode fazer uma doação de vez em quando.
Onde eu morava não tinha disso. Mendigo era coisa distante, coisa de TV. Sou de um lugar onde o capitalismo funciona. Com os seus porens, mas funciona. Aqui, dói ter que passar indiferente por uma pessoa que dorme na rua. Dói não poder ajudar a todos que pedem. E a frase do professor de sociologia ecoando, ecoando: “esse nosso olhar burguês, que faz com que sintamos pena dessa gente. Não devemos sentir nada, devemos é questionar que sistema é esse, que marginaliza muitos e soergue poucos e blá blá”. Então é só xingar o sistema e pronto?
Não sou pobre, não sou rica. Sempre tive o suficiente e mais um pouco. Um pouquinho. E é quase inconcebível imaginar que não sei quantos trinta por cento da população brasileira consegue viver com 1 (UM) dólar por ano.
Saldo do dia: um pocket da Martin Claret e a dor-do-mundo-todo nas costas. Passará até eu ser interceptada de novo.
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December 12, 2007

AMD


63,48 pontos.
Passei?

Upideite
Alteração de gabarito: 62.62. Hunf.
Pra aprender a não comemorar antecipadamente.

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December 10, 2007

Muwhahaha


Vestibular ontem. Vestibular daqui a pouco. Vestibular amanhã. Português, mole mole. Interpretação das mais porcas. Algo como: “Ritinha e o namorado foram ao parque pela manhã”. Pergunta: Onde Ritinha foi pela manhã? Gramática estava fácil demais, e tenho medo de coisas fáceis demais. Inglês, não sei, muitas questões com apenas uma alternativa, devo ter cometido vários equívocos. Discursiva de história: Diretas já! Barbada, vai negar? Mas deixei incompleta – não lembrava como andava a droga da economia naquela época (a inflação começou quando, minha gente?). E a redação, diliça. A começar pela liberdade. Estava lá: escreva um TEXTO. Não era dissertação, essa coisa chata, era UM TEXTO, UM TEXTO!
O primeiro tema envolvia os livros indicados. Esse tipo de proposta é perigosa, sei lá. A segunda sugestão era assim:

LOL, primeiro eu pensei em qualquer coisa que terminasse em “preciso de um martelo” ou coisa que o valha. Mas reli a bagaça e pedia para ter a complementação da frase [acima] como embasamento. E em primeira pessoa, era óbvio que deveria ser escrito em primeira pessoa. Tá, né? Redigi qualquer coisa com o seguinte título: “…um domingo, uma coberta e todos os abraços”. HAHAHA. Ri depois, mas não dava tempo de reescrever tudo. Citei Pessoa, quanta audácia. “Preciso amar, viver não”. Usei muitas aspas, muitas indagações, vou tirar um 6,0, bem feito. O terceiro mote era sobre os indígenas. Eu sei escrever sobre tudo, menos sobre índios, pensei no momento.
Hoje, matemática, biologia e geografia. Mole. O grosso é amanhã, física e química e história. Química, veja lá, mas física?
Então é isso. Um parecer mais completo na quarta, com gabarito em mãos. Bejoks.

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December 7, 2007

Conte comigo (ou Constatações)


. Olhos azuis contrastam melhor com mesas de sinuca.
. Na dúvida, insira músicas arcaicas (e se tiver de optar, aponte para a porta, AS PORTAS).
. Cúmplices exercem a mesma função de químicos após o hífen.
. Curativos só surtem efeito se tiverem o formato de [classe da estrela-do-mar aqui]*.
. Quem mudou as corres da tela do MEU computador?
. Pegue a tomada e enfie no cu.
. Transei com meu chefe.
. Transei com meu chefe de novo.
. Idem outra vez.
. Até provarem o contrário (sem o emprego do magnetismo), é impossível equilibrar uma bic no joelho.
. Use óculos caso seu desejo seja o de não ver.
. Sempre é preciso dizer quando não se sente alguma parte do corpo.
. Era mais simples quando não existiam abajures e identificadores de chamada.
. Tem um gato ali. E um candelabro também.
. O pedido feito quando do consumo da última bala sempre funciona.
. Sempre desejamos mudar o pedido feito quando do consumo da última bala.
. Transei com meu cachorro.
. Ibidem.
. Bater é sempre uma alternativa.
. Orelhas não sangram. – Lineu.
. Escrever inutilidades é uma constante nerd. Omelete também.

* Lembrei: asteróides. DUH.

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December 4, 2007

Travei - parte II


Porque é difícil escrever sobre o desconhecido:

(Sem título)
(ainda)
(vamos jogar biriba?)

Viva a vida gira a vida gira gira girassol
Girando sem parar
Abra os olhos dá um sorriso
gira a vida
viva o sol

É bom dia
Sente as cores
E respira girassol

Com coragem é vantagem
Vir ao mundo pra viver

Vem vem vindo vem vem vindo vem sentindo o teu amor
O que é o amor?
Lalalalalalalalalalalalalalalalalalalalaa
O amor, O QUE É O AMOR?*

- O quê? O quê?
- O mais nobre dos sentimentos, ora.
- POR QUÊ?
- Porque a literatura assim julga. O que sugeres?
- Indiferença.
- Mas aí não trataríamos mais de sentimentos, e sim de estado.
- Não vejo distinção…
- Pense.
- Haverá estado mais calamitoso que o estar sentindo?
- Isso soa um bocado unilateral…
- Não é. Você que insiste em visualizar dimensões em uma linha.
- Se é assim que pensas, lamento.
- Tornemos à indagação inicial. DO QUE SE TRATA?
- Uma fumaça para românticos e renascentistas, uma ilustração para parnasianos, e uma desgraça aos restantes.

* Viva a vida girassol, música da trilha da peça O jardim das borboletas, 1972.

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December 3, 2007

Sobre ontem?


Sempre fui aversa a datas. Todas não, naturalmente. A-ma-va o Dia das Crianças e o Dia dos Abajures. A primeira porque trazia consigo uma barbie um little pony. A segunda, porque, err, hum, ora, é evidente.
Agora, o que eu sempre odiei, muito, são aniversários. Mamãe sempre querendo fazer festinhas e comprar línguas-de-sogra. Será que ela não percebia que eu não tinha quem convidar mais idade para aquilo? E sempre terminavam com “minha menina já está crescendo, minha menina…”. Pode isso?
Datas são desculpas. Datas jogam na cara da gente o quanto agimos imbecilmente nos demais dias do ano. Carroll foi genial ao propor o dia do desaniversário. Assim também deveria existir o dia do despai, da desmãe, da descriança, do desabajur.
Mas eu já falei sobre isso uma vez. E em resposta me disseram que “antes um dia que nada”. Vai ver é mesmo essa a lógica da coisa. É.
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