Travei - parte II
Porque é difícil escrever sobre o desconhecido:
(Sem título)
(ainda)
(vamos jogar biriba?)
Viva a vida gira a vida gira gira girassol
Girando sem parar
Abra os olhos dá um sorriso
gira a vida
viva o sol
É bom dia
Sente as cores
E respira girassol
Com coragem é vantagem
Vir ao mundo pra viver
Vem vem vindo vem vem vindo vem sentindo o teu amor
O que é o amor?
Lalalalalalalalalalalalalalalalalalalalaa
O amor, O QUE É O AMOR?*
- O quê? O quê?
- O mais nobre dos sentimentos, ora.
- POR QUÊ?
- Porque a literatura assim julga. O que sugeres?
- Indiferença.
- Mas aí não trataríamos mais de sentimentos, e sim de estado.
- Não vejo distinção…
- Pense.
- Haverá estado mais calamitoso que o estar sentindo?
- Isso soa um bocado unilateral…
- Não é. Você que insiste em visualizar dimensões em uma linha.
- Se é assim que pensas, lamento.
- Tornemos à indagação inicial. DO QUE SE TRATA?
- Uma fumaça para românticos e renascentistas, uma ilustração para parnasianos, e uma desgraça aos restantes.
* Viva a vida girassol, música da trilha da peça O jardim das borboletas, 1972.