Jornalismo, biologia, biblio…até quando?
A vida é um eterno reaprender. Você esquece o guarda-chuva um dia, chove, a gripe vem e os juramentos de levar o guarda-chuva pendurado no cinto soam alto, que é para a vizinhança inteira ouvir. Uma semana depois o dia está nublado, guarda-chuva para quê? vem a tempestade e com ela não uma gripe, mas uma pneumonia. E no fundo é gostoso - molhar faz bem e lubrifica a…esquece.
Um dia ensinaram que se deve olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, que se deve dar risada ao cair (para todos pensarem que não doeu, mesmo, o sangue é psicológico e os pontos também), que se deve bater na madeira para…para…alguém me ajuda? Mas não, nunca olhamos, o carro que espere. Ao cair esbravejamos, a cicatriz será para a vida toda, rir de quê? As batidas não damos mais – em época de campainha, ninguém pensará que há gente a bulir na porta.
Um dia amamos, não muito, mas o suficiente, e logo acaba. Aí juramos convictos que “nunca mais, cruzcredo que eu vou me deixar enrabichar de novo”. Uma sacada, uma janela, e quem disse que conseguimos ficar neutros por muito tempo? Oh, danação!
Um dia choramos, cortamos os pulsos, tomamos qualquer coisa com a caixinha preta (balinha da vovó) e nada acontece, o desconhecido não se apresenta e, dessa vez, quem promete não fazer de novo não é você, mas são seus pais.
Um dia nos ensinaram onde fica a bicúspide e a tricúspide. E numa hora decisiva a memória parece falhar. Não falha – esquecemos de aprender de novo.
Um dia nos disseram que a vida é feita de escolhas. Tudo bem, até a teoria do caos deixar todos em considerável pânico e aquele diretor imbecil gravar Efeito Borboleta.
Antes era fácil. Se passar, não farei. Mas agora dói. É como se eu estivesse jogando minha vida inteira fora em função de um sistema imbecil que diz que o mercado está acima de tudo (acima até de chocolate). Eu não queria passar, não queria escolher. As coisas podem continuar como estão, assim, uma merda, e daí?
Não percam os próximos episódios de “Dani, a menina que queria voar”. Ali, naquela mesma banqueta e naquele mesmo, err, aquilo é um jornal?
Um dia ensinaram que se deve olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, que se deve dar risada ao cair (para todos pensarem que não doeu, mesmo, o sangue é psicológico e os pontos também), que se deve bater na madeira para…para…alguém me ajuda? Mas não, nunca olhamos, o carro que espere. Ao cair esbravejamos, a cicatriz será para a vida toda, rir de quê? As batidas não damos mais – em época de campainha, ninguém pensará que há gente a bulir na porta.
Um dia amamos, não muito, mas o suficiente, e logo acaba. Aí juramos convictos que “nunca mais, cruzcredo que eu vou me deixar enrabichar de novo”. Uma sacada, uma janela, e quem disse que conseguimos ficar neutros por muito tempo? Oh, danação!
Um dia choramos, cortamos os pulsos, tomamos qualquer coisa com a caixinha preta (balinha da vovó) e nada acontece, o desconhecido não se apresenta e, dessa vez, quem promete não fazer de novo não é você, mas são seus pais.
Um dia nos ensinaram onde fica a bicúspide e a tricúspide. E numa hora decisiva a memória parece falhar. Não falha – esquecemos de aprender de novo.
Um dia nos disseram que a vida é feita de escolhas. Tudo bem, até a teoria do caos deixar todos em considerável pânico e aquele diretor imbecil gravar Efeito Borboleta.
Antes era fácil. Se passar, não farei. Mas agora dói. É como se eu estivesse jogando minha vida inteira fora em função de um sistema imbecil que diz que o mercado está acima de tudo (acima até de chocolate). Eu não queria passar, não queria escolher. As coisas podem continuar como estão, assim, uma merda, e daí?
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