January 28, 2008

Mais uma coisa


Abrindo uma exceção porque achei sobre o que falar.

Já escrevi por aí o que tenho feito à tarde (depois de acordar ao meio-dia, lavar a louça e assistir “Todo mundo odeia o Chris”).

A desocupação fez com que eu olhasse três filmes em um único dia. Tó:

1. Tudo por um sonho – Diretor desconhecido aqui.

Sabe, eu achei que foi a metamorfose do Kafka numa versão a-fantástica. Eles viviam em Cuba, mulher e filha vão pros States e o marido, por alguma razão obscura, julga preferível ficar por aqui mesmo, dançando valsa com o Fidel. Aí ele sente saudades e quer ir para lá também, mas, por um motivo também oculto, não consegue. Depois de 20 anos ele finalmente vai. Bom, o miolo: marido e mulher esperam 19 anos, 11 meses e 25 dias para se reencontrar. Não conseguem de imediato, mas quando acontece, dão-se conta de que não, o policial tem os dentes melhores e a vendedora de flores não tem peito caído. Fim.

 

2. Viajantes do tempo – Diretor obscuro aqui.

Puta filme legal. Um homem e um menino viajam pelos fatos históricos. O engraçado é que Dumont não aparece – os inventores do avião são os Irmãos Wright, inquestionavelmente. Foi por isso que, em algum momento do passado, eu desisti de História (tá, e também o mercado: dar aula não é para mim). É tudo relativo, tudo manjado. Ninguém tem culpa, bandidos são heróis, vivas, vivas. Fora o fato da política fundamentar tudo. Enfim. De 1984 ficou aquele trecho: o que é história? É registro e é memória. Os registros a gente manipula. A memória a gente controla.

Depois de assistir o longa deu aquela vontade de estudar. Um ano fazendo cursinho, absorvendo tudo mecanicamente, decorando tudo sem a devida análise. Hitler foi homem, teve alguém que limpou suas fraldas, disse sua primeira palavra (“heil!”), chorou algum dia, sorriu também. Depois ele realizou aquilo que a gente algum dia teve vontade de realizar, mesmo que inconscientemente. E achamos ruim (não me responsabilizo pela opinião dos habitantes de Pomerode).

E teve Robin Hood também, ai meu deus. Fucem em alguma locadora de VHS, vale a pena.

 

3. Projeto secreto macacos – Diretor misterioso aqui.

Regular. Relata as experiências realizadas, supostamente, nos EUA durante a Guerra Fria. A idéia era saber quanto tempo os pilotos sobreviveriam em uma terceira guerra, considerando-se que esta seria quase que exclusivamente nuclear e, portanto, sujeitaria todos à radioatividade. Os bichinhos escolhidos para as simulações eram macacos, porque eles são geneticamente semelhantes aos humanos e blá blá. É a polêmica atual: usar animaizinhos indefesos em laboratórios é ético?

Francamente, não sei. Quando sacrificam pessoas em rituais religiosos (hoje designados macabros) todos bufam. Mas se for a favor da ciência, pode, é pelo bem de todos, pelo bolso de alguns e para o bolso de poucos. Né?

Agora sim, eu volto em Março. Bitocas, amores.

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January 24, 2008


Volto em março. Volto diferente. Volto com coisa pra contar.
- Permissão concedida.  

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January 22, 2008

O lobo da estepe


NUNCA um livro foi tão oportuno quanto este. Hesse, amor, se é só para os loucos, eu estou dentro.

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January 20, 2008

Coelhinhos suicidas


Isso é muito old, mas é tão bonitinho. *_*
Vai ver foi esse o site que inspirou Luke Chueh.

 (clique)

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January 16, 2008

Oco


Ah, sim, férias.

Um ano inteiro numa cidade desconhecida e cheia de becos e cachorros. Agora, aqui, essa imensidão de quinze mil habitantes, dos quais apenas quatro sabem que existo e por isso gritam comigo.

Eu tinha planos. Trouxe onze livros e uma vontade assim de assistir filmes e ouvir rock e ler hq e escrever. Mas qual, estou é cansada. Li vários livros até a metade, vou ter que devolver e pegar de novo. Música, ãhn, pouco saco para conhecer coisas novas. Tears for fears continua sonorizando meus dias. Se bem que hoje eu descobri Genesis. Amei. Mas é tudo muito novo, muito belo, vai ver era só saudade de piano. Tiersen, querido, eu preciso de coisas novas. HQ, droga, não consegui achar muita coisa na internet. Yellow kid tem aos montes. Topffer só existe para a wikipédia, hunf. E escrever, não sei, é tudo tão inútil e não me levará a nada. Já se foi a época em que “bah, eu vou é fazer jornalismo”. Ainda penso em fazer um blog mais, ERR, “cultural”. Mas isso requer amadurecimento – eu sou uma criança desordeira que não conhece nada da vida.

Há dias estou pensando o que fazer com relação ao meu futuro universitário. Biblioteconomia ou biologia. Aí me disseram que escolher é difícil quando não se sabe o que se quer, e a ficha caiu. Em “A múmia” há uma bibliotecária, olha que chique. Vou terminar esse curso, arrumar um emprego logo e deixar as coisas seguirem. Me formarei com 21, há tempo para buscar outra formação (bom não ser  Álvares de Azevedo nessas horas). E estudar para concursos e mofar em algum escritório.

Nunca fui tão niilista em toda minha vida. Nem aos 14 anos. Tudo inútil, tudo vazio, pessoas brigando por papéis, pessoas mostrando papéis, pessoas fazendo planos para os papéis.

E agora eu tenho uma conta poupança, deuzuducéu. Usarei como corrente, artimanha para fugir das taxas. Haha, pobre é foda.

Mais um ano. Acho que será diferente. Menos amarrado, menos inconveniente, menos “presente de grego”. Assim.
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January 13, 2008

A primeira camiseta a gente nunca esquece


Photobucket
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Copiada descaradamente daqui.
Créditos ao Rô. emoticon

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January 12, 2008

Paris, te amo


ATENÇÃO: este post não contém spoilers. Ele É um grande spoiler. Grata.
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Ah, então: são 21 curtas de cinco minutos cada. Xô tentar lembrar alguns:

- Lonely man: daí uma mulher desmaia ao lado do carro e “two less lonely people in the world…”;

- Menina árabe/islâmica que conhece um menino não árabe/não islâmico e a história acaba com os três caminhando serelepes e saltitantes pelas ruas da cidade (bônus: + pai);

- Lonely woman: viaja para Paris e não retorna casada. Absurdo;

- Dead son: ela fica repetindo “mamãe, cowboys ainda existem, é verdade, eu li nos livros”. E um cowboy marca um reencontro entre mãe e filho;

- Velhinhos divorciados, sentados a uma mesa de bar, conversam sobre os trâmites do desquite. Ao término, concluem que ambos adotarão o parceiro alheio e viverão felizes, os quatro;

- Velhinhos brigando de fronte a uma stripper, que lindo;

- Turista – EVITE ENCARAR OS ANFITRIÕES. Aprendi, ok;

- Vamps. O beijo entre essas criaturas consiste em DEVORAR o pescoço do parceiro? Muito original;

- Cabeleireira amarela-ninja-sexy. LOL, Amelie figurou mais que as protagonistas;

- Filha e pai conversam acerca de coisas que remetem ao marido da filha. Mas não, era do filho desta que estavam tratando;

- Casal em lua-de-mel antecipada resolve visitar o cemitério do Père-Lachaise (Morrison está nele, óun). Eles brigam e Wilde ajuda na reconciliação. Que fofo.

Não lembro do resto. Êêê.

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January 9, 2008

Ai


O password da fase 26 é 48073. Prêmio surpresa para o primeiro que enviar a solução.
Bjostkxmedáumapalmadinhanobumbum.  

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January 6, 2008

Assim, perfeito?


Faz uma semana que eu não durmo. Na verdade, não é que eu realmente não durma: passo as noites naquele estado de sonolência que existe entre o dormir e o despertar. Olhem como eu sou legal – explicando minha ausência quando, em verdade, não devo absolutamente NADA a ninguém.

Ok.

Ontem assisti a “Mulheres perfeitas”. Passou na Globo sim, por quê? Ãhn.

q 

- Acompanha um vibrador pink com adesivos da hello kitty! o/ 

 

Então, o filme é tão nada a ver quanto a realidade. Sabe, o perfil da ‘mulher ideal’: gostosa, ordeira, submissa, comprometida com os afazeres do lar e a educação dos filhinhos guti-guti. Elas eram robôs e seus maridos tinham controles remotos. Te contar que queria muito um daqueles para controlar a mim mesma e tal e etc. *hihihi*

O filme é tão imbecil e a mensagem tão batida que eu achei que teria valido mais a pena ter passado esse tempo deitada na cama. Acordada. Olhando para o filete de luz que passa através da janela. Filete que a modernidade trouxe: antes era escuro e legal. Agora tem aquele pontinho de luz chato. Demoramos para perceber que nossos quartos amadureceram. Triste.

“Nada é perfeito”, “não é por        que seu marido peida durante o sexo que você precisa se separar dele!” e “O gato de Schrödinger não morreu” são as grandes lições deixadas por essa obra prima do cinema. Cóf.

Assistam. Não é justo que eu seja a única a desperdiçar 90 minutos da minha vida com esse lixo. Pensem nisso, pensem em mim.

*gosma*

*aceno*

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