Assim, perfeito?
Faz uma semana que eu não durmo. Na verdade, não é que eu realmente não durma: passo as noites naquele estado de sonolência que existe entre o dormir e o despertar. Olhem como eu sou legal – explicando minha ausência quando, em verdade, não devo absolutamente NADA a ninguém.
Ok.
Ontem assisti a “Mulheres perfeitas”. Passou na Globo sim, por quê? Ãhn.
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Então, o filme é tão nada a ver quanto a realidade. Sabe, o perfil da ‘mulher ideal’: gostosa, ordeira, submissa, comprometida com os afazeres do lar e a educação dos filhinhos guti-guti. Elas eram robôs e seus maridos tinham controles remotos. Te contar que queria muito um daqueles para controlar a mim mesma e tal e etc. *hihihi*
O filme é tão imbecil e a mensagem tão batida que eu achei que teria valido mais a pena ter passado esse tempo deitada na cama. Acordada. Olhando para o filete de luz que passa através da janela. Filete que a modernidade trouxe: antes era escuro e legal. Agora tem aquele pontinho de luz chato. Demoramos para perceber que nossos quartos amadureceram. Triste.
“Nada é perfeito”, “não é por que seu marido peida durante o sexo que você precisa se separar dele!” e “O gato de Schrödinger não morreu” são as grandes lições deixadas por essa obra prima do cinema. Cóf.
Assistam. Não é justo que eu seja a única a desperdiçar 90 minutos da minha vida com esse lixo. Pensem nisso, pensem em mim.
*gosma*
*aceno*