São brancos, os versos
Olhos que perscrutam lentes
Lentes que vislumbram olhos
Não as lentes dos mesmos olhos
Nem os olhos das suas lentes
Mas olhos e lentes que a si não pertencem
Alheios, criminosos quase
Cúmplices de igual mistério
Reféns de igual juiz
Dor não haveria se esses mesmos olhos
Essas mesmas lentes
Esses reflexos oriundos da mesma fonte
Reflexos dos dedos, angustias e cabelos
Dor não haveria se esses olhos encerassem em si o subseqüente
Contivessem em si o palpitar do quarto escuro
O gemido do último encontro
Não, não existiria dor se esses olhos não soubessem terminar em si
O desejo que não se efetuou
O futuro carnal restrito ao pensamento promíscuo
O delírio ptialínico que só aos outros compete
Percebo agora que as lentes nunca
Refletiram meu tormento.
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Antes que o digam: não, eu NÃO pretendo publicar um livro de poesias (?). Grata.
Bleh bleh de ti.
Comment by magnus — May 21, 2008 @ 8:59 pm
te OLHO através de minhas lentes, mas vc nunca percebe nada…
Comment by Karol — May 22, 2008 @ 3:06 pm
Não uso óculos, mas acho muito atraente mulheres que usam…
A poesia é mto boa, gostei principalmente dessa relação que vai além do olhar que apenas olha e não sente.
Comment by Guilherme Lima — May 26, 2008 @ 3:02 pm
Não vou sujar este belo post com um comentário meu.
*pensa um pouco*
Mas é tão bom destruir o belo…
Comment by Anti — May 26, 2008 @ 6:01 pm
Escrever em versos livres, é difícil alguém escrever dessa forma e ficar bom, e eu amei o que você escreveu ai…
Poxa hein… Você escreve bem, sorte é minha de conhece-la…
Eu tenho de mandar um agradecimento a Itzel o, pela festa^^
Comment by Marcel Angelo — May 26, 2008 @ 6:39 pm
Obrigada pelo toco.
Tenho espelho em casa.
=/
Comment by karolbraun — May 26, 2008 @ 11:49 pm