Travei - parte V
Tirou as sapatilhas e foi-se ao quarto, que o sono era grande e a vida doía. Doía como os pés e os músculos. E o gostar das coisas que doem é constante na existência de qualquer criatura ordinária, ela sabia e se conformava. Ballet não era tudo que a ocupava. Não teria mais pés e amores se assim fosse. Ballet era assim uma distração, um massagear de ego, uma convenção social que adotou para si. Se tinha que vestir compostura quando em público, que ao menos fosse em palco grande e majestoso e policromático. E, por que não, cheio. De resto, agia com discrição e se perdia nas curvas da boa índole. Uma “qualquer” não direi, mas certamente a julgariam assim se soubessem.
cara, sem palavras, tu estás caminhando rumo ao “fodismo”!
kkk
ótimo texto!
Comment by jorge — June 20, 2008 @ 8:15 pm
…quero a parte VI!
xD
Comment by jorge — June 20, 2008 @ 8:16 pm