Férias, oi
O mais legal das férias e desse lugar-no-meio-do-mato é que se pode cantar alto – MUITO alto – sem maiores constrangimentos. E viver a nostalgia. Intensamente. Como só é possível quando se passa as férias no lugar-no-meio-do-mato em que se cresceu e chorou e caiu e descobriu os grandes segredos metafísicos do mundo (vulgos “revolucionarei o sistema com o róque enrow” e “só me realizarei depois de abraçar um esquimó”).
Eu era feliz. Apesar do tédio, da solidão e das brigas de panela com mamãe. Mas essa felicidade não me cabe mais: encurtou, deixou pernas à mostra. Quero mais. A idade avança e o inconformismo também. Às vezes eu acho que deveria trabalhar mais. Às vezes eu acho que deveria viver mais. Às vezes eu não acho: abraço o travesseiro e fico – que a vida é curta e eu tenho que acariciar meu ego às vezes, no bom sentido. Ultimamente eu tenho tido vontade de me gastar – fazer tudo até não agüentar mais. Mas a única coisa que tenho feito até dizer “chega!” é dormir. Coisa que farei agora – o sono pesa e a dor-do-mundo-todo-nas-costas também.
Ego mudou de nome agora, interessante.
=*
Comment by Anti — July 14, 2008 @ 8:04 pm
Fiquei mto feliz com sua visita viu… bom, o poeminha é meu sim, se vc viu algo idêntico em algum lugar pode acreditar que foi plágio…rs.
Quanto ao sono, sempre que tenho problemas gigantes me dá um sono danado, e sempre tenho pesadelos, o que pra mim é mto bom, adoro ter pesadelos, pois quando acordo, descubro uma realidade menos complicada do que imaginava…rs
Comment by Guilherme Lima — July 14, 2008 @ 8:36 pm