July 14, 2008

do relacionar-se e outras batatinhas


Nunca entendi o desespero que circunda as não-relações e as relações amorosas. No primeiro caso temos como exemplo mais exímio o solteiro, popular encalhado, não-pegador, nerd e loser. Estar só é vergonhoso, um crime quase. E a maioria daqueles que se encontra em tal condição mal espera pelo momento de sair dela. Por quê? Porque não sabe conviver consigo mesmo, seja pela inexistência de uma identidade sólida, seja pela necessidade incontrolável de trocar líquidos com outrem.
A aflição existente no segundo caso é ainda mais crítica: o solteiro, que não via a hora de estar com alguém, não sabe conviver com este alguém. É inseguro, possessivo, ciumento. Exige que o companheiro lhe forneça senhas de e-mails e cartões bancários. Não admite a individualidade do outro, a vida pessoal do outro.
Concordo que, num primeiro relacionamento, isso é admissível. Mas depois de uma primeira experiência muitas lições são/deveriam ser extraídas, e a principal delas refere-se a integridade social do companheiro. Ciúme sempre haverá – sinto bastante, inclusive – mas isso não me concede o direito de intervir na vida/círculo social daquele com quem escolhi dividir momentos de cumplicidade.
Quem reprime demais o parceiro, das duas uma: ou será traído, ou será deixado.
 

E tudo isto porque estou cansada de me sentir uma criminosa toda vez que converso com meu talvez-único amigo, uma vez a cada meio ano. E também porque, depois de três anos de retiro, eu encontrei alguém com quem partilhar vinho e chocolate e quintas-feiras.  

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4 Comments »

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  1. É tudo pela troca de fluidos, dear.
    hahahahahaha
    líguidos
    hahahaha
    líguidos
    haha
    (Dona Álvara super)

    Sua doente, jlhfkjasf.

    Comment by Karol Braun — July 15, 2008 @ 2:52 pm

  2. Uepaaaa, q eu escrevi tudo
    errado.

    por ‘líguidos’ entenda-se ‘líquidos’.

    abafa ¬¬
    =*

    :*

    Comment by Karol Braun — July 15, 2008 @ 2:55 pm

  3. na verdade existe também aqueel tipo de pessoa que não ciumenta, mas é uam pessoa controladora. que fica com vc pelo que vc é, mas em seguida quer tranformar você em um novo ser humano. com novas roupas, novos pensamentos, novas idéias, novas atitudes, tudo novo, da maneira que ela acha melhor.

    e quando os objetos de suas projeções não aceita mudar tanto ou passar por cima de coisas que sõ importantes pra ela, plim… simplemesmente vão embora para torturar e doutrinar outra pessoa.

    bonito este lugar, voltarei.

    Existe sempre uma tendência de querermos corrigir os “defeitos” da outra pessoa. Acho bacana quando o companheiro aponta deficiências que nós não percebemos ou nos recusamos a perceber. Mas como você disse no msn, existe um limite, e não possuímos o direito de pedir para alguém deixar de ser o que sempre foi. Enfim. Mais pipoca?

    Comment by Tiago jaime machado — July 17, 2008 @ 2:11 pm

  4. Só agora que eu li isso…
    Tudo bem em ter ciúmes, aliás eu em sentir ciumes do proximo, digamos, da pessoa com quem eu estou ser ciumenta, ok, eu me confundo com essa palavra. Gosto dele.
    E quando certa pessoa aperta meu rim por um motivo relacionado ao ciumes também…

    Tudo bem em ser ciumenta, também sou, e mais que você…

    o/

    O ponto é esse: não existe relação entre sentir ciúmes e praticá-lo. Eu sinto, mas tento ser light. Tento. :P

    Comment by Eduardo de Nobrega Teixerinha Mortadela — July 20, 2008 @ 12:12 pm

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