September 25, 2008

e voltar a sentir


Entre uma tábua e outra,
mirava à esperança a dança do amor
passava um braço, finhava a perna
e ficava a leveza que fazia despencar a imensa e esburacada lona do circo
para no próximo ato montar tudo de novo e voltar a sentir
Era assim que a vida dia apos dia
guardava em um lugar seguro as piadas mais sarcasticas,
as quedas mais mirabolantes
e nas escrupulosas feições escrevia a fantastica história do palhaço
uma alma no minimo… no minimo engraçada
que vontade de rir… hahahahahaha

Mula manca é a banda nacional mais cult que eu conheço. *_*

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September 18, 2008

Movimento Cansei revisited


Daí eu penso que já é hora de levar o curso com a barriga também.
Porque eu não agüento mais adiar o estudo de coisas que são necessidade (íntima) agora. Não agüento mais deixar de viver para ficar escrevendo o que será recebido com desdém pelo “grupo” (todos dispõem melhor da boca que do lápis). Porque eu cansei de me calar e, quando falo, é com a razão dos outros que devo concordar.
Não, assim não dá mais. NÃO DÁ.  

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September 15, 2008

Não quero chamar de tpm


Tem dias em que tudo dói. A vida, sobretudo. Esse querer inexistir, esse desejo pelo vazio. Não pelo vazio cotidiano, conhecido de todos. Mas pelo vazio transcendental que nos confere a qualidade de não ser. Sem complemento.
Porque a negação faz flutuar os mais convictos e os mais sinceros. Aos outros, serve de subterfúgio, tendo efeito similar à ingestão massiva de danoninho caseiro.
Eu sou uma atéia sem necessidade de crenças. Verdade.

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September 9, 2008

Não calo


No começo o problema não foi problema, foi solução. Silenciar foi a maneira coerente que encontrei para derrubar inimigos e construir uma integridade intelectual que me era cortada pelos [aspas] professores do [mais aspas] ensino médio. Dizer, naquele contexto, deixou de ser uma necessidade: pensar bastava. Silenciei com o insight de que eu possuía todo o instrumental necessário para não mais depender da explicação de um humano – instrumental esse composto pela leitura, escrita e compreensão dos signos lidos e redigidos. Parei de questionar não por coação, mas por conhecer fontes mais confiáveis de consulta. O problema que não era problema começou a se manifestar mais tarde, no [infinitas aspas] ensino superior. A dificuldade de me expor oralmente foi ignorada no primeiro ano, justamente por ser o “primeiro ano”. E também porque não era minha pretensão concluir o curso, o que me dava a esperança desse tipo de cobrança não existir em ciências biológicas. Mudei de idéia, contudo. Decidi terminar o começado e superar essa dificuldade que tantos inconvenientes me têm trazido. Vou ter que falar no mestrado, melhor começar a treinar agora.

A postura do “não-dito” e do “não-envolvimento” terminou hoje. E ai daquele que se referir a minha cara vermelha. Ai.

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September 5, 2008

Enchendo…enchendo


E tem aqueles que cultivam problemas para usá-los eternamente como escudos.
Triste quando não-talentos se sentem não-compreendidos.

Quanto a mim…

O meu peito dorme na rua
Livre, leve nunca
Que de tudo se cale
Que de nada se fale*

*Mula Manca - Vira lata

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