No começo o problema não foi problema, foi solução. Silenciar foi a maneira coerente que encontrei para derrubar inimigos e construir uma integridade intelectual que me era cortada pelos [aspas] professores do [mais aspas] ensino médio. Dizer, naquele contexto, deixou de ser uma necessidade: pensar bastava. Silenciei com o insight de que eu possuía todo o instrumental necessário para não mais depender da explicação de um humano – instrumental esse composto pela leitura, escrita e compreensão dos signos lidos e redigidos. Parei de questionar não por coação, mas por conhecer fontes mais confiáveis de consulta. O problema que não era problema começou a se manifestar mais tarde, no [infinitas aspas] ensino superior. A dificuldade de me expor oralmente foi ignorada no primeiro ano, justamente por ser o “primeiro ano”. E também porque não era minha pretensão concluir o curso, o que me dava a esperança desse tipo de cobrança não existir em ciências biológicas. Mudei de idéia, contudo. Decidi terminar o começado e superar essa dificuldade que tantos inconvenientes me têm trazido. Vou ter que falar no mestrado, melhor começar a treinar agora.
A postura do “não-dito” e do “não-envolvimento” terminou hoje. E ai daquele que se referir a minha cara vermelha. Ai.
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