February 26, 2009

The big bang theory


[…] deixe que eu lhes diga que a minha pesquisa vai continuar, ininterrupta, e que relacionamentos sociais vão continuar a me confundir e a me causar repulsa.
Eu sou mais ou menos como o Sheldon. Com 70 pontos de Q.I. a menos, claro. E sem aquela capacidade de falar de modo rápido e lógico. E olhem o que eu achei: http://www.sheldonshirts.com/. Quero essa, apesar de não ser do Sheldon:

 

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February 25, 2009

né?


Daí eu estou fazendo alguma coisa qualquer e me surpreendo questionando meus sentidos.Como se a percepção da vida não se desse nesse nível de existência, e sim em outro. Uma espécie de black-out sensorial: o tato não tateia tanto assim, os olhos duvidam demais do que vêem, os ouvidos fingem que não ouvem. Depois tudo volta e eu lembro do curso de filosofia que eu podia estar fazendo na PUCRS. Como é difícil admitir que escolhas erradas acontecem. 

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February 24, 2009

Relacionamentos [de novo]


Estive assistindo coisas sobre relacionamentos e cheguei às seguintes conclusões:
- eles custam dinheiro. Não se envolva se não puder pagar;
- eles demandam tempo. Não se envolva se os únicos momentos disponíveis são aqueles que você utiliza para encontrar-se consigo mesmo;
- eles requerem mudança de mentalidade. Não se envolva se não puder pensar no outro quando estiver com ele;
- eles exigem concentração. Não se envolva se não puder estar mentalmente presente quando isso for necessário (o egocentrismo difere o item anterior deste);
- eles exigem assunto. Não se envolva se você é do tipo que mantém idéias fixas ou gostos extremamente extravagantes.
E, por fim,
- eles demandam sentimentalismo. JAMAIS se envolva se sua personalidade for essencialmente rude.

*Higiene, livros e objetos cor-de-rosa foram omitidos da lista por questões de incontestabilidade.

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Cold Case


Cold Case é o tipo de seriado que expõe as fragilidades humanas. Em cada episódio, há algum fato que cutuca nosso íntimo, que mexe com nossos transtornos. O ponto forte da série é a exploração de perfis psicológicos: religiosos fanáticos, donas de casa, nerds, obesos, etc. A trilha sonora também é impecável: a música certa para a situação certa. Ao término de cada episódio, fico me perguntando: e a mim, qual fim trágico me foi reservado? Porque não teria graça se não fosse trágico. Ainda que a coisa mais trágica já tenha acontecido: minha existência.   

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February 23, 2009

O ódio e contos ordinários - Cristiano Scheiner


Dentre todas as coisas da “civilização” que eu detesto, estão a convivência forçada (e conseqüente anulação da espontaneidade) e a idéia de que todas as coisas estão interligadas por relações de causa e efeito. ‘O ódio e contos ordinários’ é um livro que trata desses dois aspectos, concentrando-se no segundo. Na maioria das histórias, assassinatos e suicídios ocorrem sem qualquer explicação plausível. E é este o ponto: dívidas, traições e depressão realmente justificam a consecução de atos hediondos?
No primeiro conto, a personagem sente um desconforto ao ver outra pessoa. Aos poucos, esse desconforto toma formas de raiva. Poderia ter terminado aí, se ambos não freqüentassem ambientes comuns. A convivência forçada levou ao assassinato. Um deles poderia ter dito ao outro: “- não gosto de ti, afaste-se”. Mas a educação não deixaria – precisamos ser amiguinhos de todos, não é isso que nos ensinam? Ainda que sejamos fruto de relações nem um pouco harmônicas.
É isso. Foi o melhor livro que li nos últimos três meses.

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I’m back


Então eu lembrei que existia uma idéia-no-começo-de-tudo: escrever sobre o que me torna tão eu, tão assim. Porque ontem eu percebi que minhas referências ficaram em qualquer lugar menos em mim.
Começo amanhã.

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February 4, 2009

Morreu


Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver.

[anônimo]

E por não querer perder de novo o que ficou das coisas que li, resolvi que agora o café é frio e o bar é outro. Sem gente, sem data, sem leite condensado em cima da cereja.

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