Morreu
Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver.
[anônimo]
E por não querer perder de novo o que ficou das coisas que li, resolvi que agora o café é frio e o bar é outro. Sem gente, sem data, sem leite condensado em cima da cereja.