Sim, de novo isso
Daí a menstruação atrasa e, embora o desespero, você pára para pensar seriamente no que faria se estivesse grávida. A internet está cheia de relatos e lugares-comuns: - mimimi, abortei e agora minha consciência pesa, não faça o mesmo, não faça. Outros são mais plausíveis: - tive uma hemorragia, fui internada e meu útero foi retirado para que minha vida pudesse ser salva.
Pensei: eu abortaria sem problemas. Não é a razão que faz do homem, homem? Um punhadinho de células são pessoas em potencial, mas não são gente ainda. O problema é a segurança – a minha, claro. Pessoas já morreram utilizando aquele comprimido cujo nome todos conhecem. Outras tiveram filhos mal-formados. Outras ficaram com seqüelas irreparáveis. Não quero isso para mim, muito embora eu também não queira o filho. Não agora.
Daí lembrei do woman on waves, uma ong que realiza abortos em países em que a prática é proibida. Fuçando no site, encontrei a Rede Feminista de Saúde, uma organização brasileira que não realiza abortos, mas faz campanhas e fornece assistência informacional a quem deseja abortar.
Quando o governo acordará para a realidade? É como as drogas: quem quer, usa. O desespero leva milhares de mulheres à morte todos os anos. E ninguém faz nada. Isso sem contar as questões pragmáticas: é triste ter consciência de que nem no meu corpo eu posso mandar. Se existem métodos contraceptivos que não são 100% eficientes, o que nos resta?
Mulher sofre, como sofre.
A mulher sempre carrega o peso de tudo.
Eu te apoio super.
Comment by Karol — April 8, 2009 @ 6:21 pm
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Comment by hilquias — April 9, 2009 @ 11:10 am