November 20, 2009

again and again


raiva raiva raiva.
a universidade está acabando comigo.
normalmente eu não argumento. mas hoje eu explodi. e falei. e de nada adiantou. como sempre.

mas só falta um ano e eu preciso de um diploma para ser melhor que você e você e você.

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September 25, 2009

A tragicomédia acadêmica


FINALMENTE encontrei alguém que soube expressar de modo exato o que eu penso sobre o sistema educacional e a Universidade.  Leia ou ouça o conto aqui.

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June 28, 2009

retrospectiva


Esse foi um semestre diferente porque FINALMENTE entendi que:
- Pensar não importa;
- A adolescência é um período perigoso da vida humana. A Universidade foi o meio que encontraram para fechar as fendas de interrogações deixadas por ela;
- Pessoas não podem ser filtradas. Haverá gente imbecil em todo e qualquer ambiente, quer eu goste, quer não;
- O acaso é um andarilho muito sábio que deveria virar nômade;
- Intelectuais são insuportáveis;
- Intelectuais são REALMENTE insuportáveis;
- Vodca e vinho têm efeitos similares antes de apresentações orais. A diferença é que a vodca não faz sua cara explodir;
- Escrever é uma coisa bem legal quando se tem quinze anos;
- Welcome to the machine deveria substituir we are the champions em cerimônias de formatura;
- É possível desaprender em um mês o que se custou a aprender em dois anos (ou solidariedade é meu toba (substantivo masculino?) com um lacinho);
- Mudar hábitos alimentares é um exercício ímpar de auto-conhecimento (junto? separado?);
- Livros infantis deveriam ser menos adultos.

Receita de se olhar no espelho

se olhe de frente
de lado
de costas
de cabeça para baixo
pinte o espelho
de azul dourado vermelho
faça caretas ria sorria
feche os olhos abra os olhos
e se veja sempre surpresa

quem é você?

[Receitas de olhar, de Roseana Murray]

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December 1, 2008

Coluna da Esquerda – do falar


Grupo apresentando seminário referente à aprendizagem em equipe e visão compartilhada, descritos por Peter Senge no livro A quinta disciplina.

Grupo: blá blá é importante termos uma visão conjunta, dialogarmos e aprendermos a ouvir idéias alheias blá blá.
Minha mente: formar equipes é um processo natural. O problema é que, em quase todas as instâncias das redes sociais, somos forçados a trabalhar com quem não nos identificamos. O resultado disso são conflitos de todos os gêneros, de pequenos incômodos momentâneos a doses crônicas de estresse. O comportamento anti-social, não raro, também é fruto de uma convivência imposta. 
A visão compartilhada é o elo que une naturalmente as equipes. Nas empresas e Universidades, contudo, esse elo inexiste. O normal seria crer que todos estão numa organização porque optaram por trabalhar nela, da mesma forma que todos estão na Universidade pelo desejo de aprender os princípios e práticas de uma atividade profissional. Mas não é assim. E é por esse motivo que precisamos aprender algo inato, algo que instintivamente sabemos fazer. Ridículo.
Coluna da Esquerda: Fale agora, fale agora. Não, melhor não. Ninguém concordará mesmo. É. Silêncio é bom. Silêncio acumula. Enche, enche e depois voa. Sempre atinge quem não merecia, mas dane-se. “Deslocamento de objeto” é a denominação atribuída pela psicologia.
Professora: Mais algum comentário?
Coluna da Esquerda: É. Melhor não.

Acontece sempre. Devo entender isso como um problema?  

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August 6, 2008

A casa da invenção


De repente não mais que de repente eu comecei a ler e gostar de livros técnicos. Pior: livros técnicos solicitados pela universidade. O ‘da bola’ é leitura obrigatória para a disciplina Ação Cultural: MILANESI, Luís. A casa da invenção: centros de cultura : um perfil . São Paulo; Siciliano, c1991. 189p. ISBN 8526704028. (NBR 6023) 
O livro discute o surto nacional do momento: a solicitação, por parte dos municípios, da criação de "centros culturais". Espaços que, quando construídos, servem apenas para deixar claro a possíveis turistas que "neste lugar se prima pela vida culta da população ADM 2004-2008".
O legal dessa disciplina é que teremos a oportunidade de sonhar uma Casa de Cultura - da arquitetura ao funcionamento. Tenho muitas idéias - MUITAS - completamente utópicas, mas quem sabe algum dia aplicáveis. Não as descreverei aqui porque quero que seja surpresa para meus colegas. Contudo, gostaria de terceiras opiniões: Anti, Tiago, o que deve ter num centro cultura IDEAL? E arquitetonicamente, como seria?

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July 9, 2008

Livro+caixa+organizar


Terceira fase e só agora resolvi ler Introdução à Biblioteconomia, de Edson Nery da Fonseca. Livro bom, gostoso demais. Não aquele técnico chato escrito por gente pernóstica, mas um livro técnico redigido por quem domina a arte da escrita de tal modo que não precisa usar de um vocabulário exuberante para prová-lo. Mas quero mesmo é falar sobre a graduação. A começar pelo vestibular. Biblioteconomia é daqueles cursos que atraem pessoas pela concorrência, visto ser ela tão baixa que escrever o nome corretamente já te coloca dentro da universidade (minúsculo, obrigada). Essa situação tem suas balas e pimentas. É bom para gente individualista como eu: em concursos públicos me garantirei, estou certa. É ruim para a classe: pessoas que se formaram arrastando a bunda não desempenham devidamente o seu papel e acabam prejudicando aqueles que de fato estudaram durante a graduação. Outro inconveniente é a relação que a turma estabelece entre si – como são poucas as pessoas que estão em sala porque realmente optaram pelo curso, não existe união entre os colegas, porque os objetivos não são os mesmos. Não há, como em outras áreas, um perfil do acadêmico de biblioteconomia. Há graduandos e graduandas e cada caso é singular.

Passado o vestibular, começam as aulas. Para as pessoas que saíram do Ensino Médio o primeiro semestre é penoso – difícil agüentar três períodos de cinqüenta minutos com o mesmo professor. Difícil, também, acostumar-se com as disciplinas não convencionais e seus nomes engraçadinhos (Representação descritiva, Tratamento temático, Psicologia das relações de trabalho…). A segunda fase também não é das melhores. Você pensa que já está habituado à rotina acadêmica, mas é tudo piada do tio Ilusão. Só na terceira fase é que as coisas engrenam, acho. Mas era sobre o curso que falávamos, prossigamos. O foco da biblioteconomia, atualmente, é bipartido. De um lado, a satisfação do usuário; de outro, a busca por novos meios de organização informacional. Este segundo já se acreditava superado, mas a tecnologia veio para abalar com a área. Organização – é o que se aprende no curso. E se a universidade tiver bom senso, disciplinas de humanas/conhecimentos gerais também estarão inclusas no currículo. Enfim. Mais informações aqui: http://www.faed.udesc.br/modules.php?name=Conteudo&pid=12.

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June 17, 2008

Enquanto isso, no lustre do castelo


Oi, eu sou o tomate radioativo que vai DESTRUIR a sua coleção de carrosséis em miniatura. E depois colar esparadrapos na parece e jogar chantili na sua cama. E pular sobre ela, como uma criança com sarna.
Ver: Borboletas no intestino. Ver também: Mariposas no cérebro – fotos.
Termo preferido: Alucinação. Termo geral: Infecção por amor ardente. Usado para: Desconcentração crônica – da incapacidade de terminar trabalhos acadêmicos.
AINDA vou criar um tesauro esquizofrênico, esperem só.
 
 
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May 9, 2008

Primeira vez


Que alguém expõe alguns lados negativos da leitura. Obrigada, torradinha, pensei ser anormal portar tais pensamentos perniciosos e - quem dirá! - sair por aí a expô-los e ser tida como tolinha ou assistente do bozo.

E escrito por um Doutor, WOW:

"Os que lêem são […] os que preferem ou pelo menos não detestam a solidão e não conseguem disfarçar um certo amargor e um certo pessimismo…"

Leia o restante aqui, odeio artigos mas esse é, indiscutivelmente, exceção. Uma uva, como diria o Nelson. 

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February 4, 2008

Vamos falar sobre as cotas


Meus pareceres:

                        sociais: favorável;
                        raciais: contrária.

Porque:

Quem estudou a vida inteira em escola pública e foi prestar vestibular no final do terceiro ano SENTE a educação torta que recebeu. E falo como a estudante exemplar que fui e que sou (cóf) – revisava e reviso todo o conteúdo em casa, muito embora os livros didáticos/fotocópias não instruíssem/instruam tanto assim.

Francamente, eu penso que as coisas deveriam ser meio a meio: 50% das vagas destinadas a estudantes de escolas públicas e 50% a estudantes de escolas particulares. Convenhamos: a Universidade ESTÁ LONGE de ser aquele ambiente intelectual que todos idealizam. Chutando alto, essa elite deve ocupar assim uns digamos 3% de todo o corpo discente. O restante está lá para “qualificar sua mão de obra”. Por que então não aumentar as possibilidades de um pobre-filho-da-puta conseguir uma vaga e tentar sair do breu em que teve a infelicidade de nascer?

Há quem diga que estes estudantes não conseguirão acompanhar o curso, e eu não nego – mas se não tiverem uma oportunidade, nunca saberemos.

Há quem diga que, sendo assim, as cotas serão um puro desperdício de vagas. HAHA, impossível a evasão ser maior do que já é.

Há quem diga que faltarão escolas públicas. Não vejo o porquê, uma vez que os cotistas disputam 20% das vagas, e as outras 80% continuam para os [na grande maioria] filhinhos de papai.

Universidade pública é para todos, inclusive para os que não podem pagar uma particular.

Os negros, bem, ou eles tiveram uma boa educação ou não, podendo ser perfeitamente enquadrados em um dos grupos supracitados.

LÓGICO que, quando o ensino fundamental público for de qualidade, as cotas não terão mais motivo de ser.

De qualquer forma, eu achei que foi uma medida menos burra que o PROUNI, ainda que, no oeste do estado, tenha sido eficiente para as pessoas que não tem a menor condição de residir em uma cidade universitária. “Eficiente” no sentido de proporcionar a elas um diploma de nível superior, porque todos acabarão cortando frango em alguma agroindústria próxima.

Fica a promessa de uma Universidade Federal em Chapecó, ao que tudo indica. Mas até lá, muitas formaturas sucederão, a minha inclusa. Uma delas, pelo menos.

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